NÓS
Lara Lannoo

8  oct, 19:00  | Espaço Alkantara

Sessão dupla
Reservas obrigatórias

Double bill
Registrations required

Começou com esta observação : Somos nós. Sou nós. Somos o que une. Quando nos seguramos, quando somos capazes de suportar uma carga sem quebrar, quando procuramos novas maneiras de vivermos juntos e de lutar. Nós também somos complicados, a fazer, refazer, desfazer, apertar, afrouxar…
Continuou com um encontro entre mim e uma pilha de cordas velhas e usadas, mas com muita experiência. Agora, aprofundamos o nosso potencial: o potencial dos nós.

It began with this observation: we are knots. I am knots. We are what bonds. When we hold on, when we can bear a load without breaking, when we look for new ways of living together and fighting. It continued with a meeting between me and a pile of old and used ropes, with a lot of experience. Now we are digging into our potential, the potential of knots.

Lara Lannoo. Cresci em Bruges, Bélgica. Em 2010, depois de passar pelo Royal Conservatoire, em Antuérpia, para estudar dança contemporânea, aterrei em Lisboa para o programa PEPCC. Sempre tive um papel activo em experiências políticas colectivas e, em 2012, instalo-me em ZAD, em Notre-Dame-des-Landes (França), onde uma luta contra a construção de um aeroporto ocorre há 40 anos, e onde conheci uma comunidade que combate, com uma intensidade e ambição raras, que se abriu ao mundo e é constantemente atravessada por ele. Ordenhar vacas, cultivar a terra, abrir uma livraria, organizar demonstrações em massa  e distribuir comida para outras lutas, têm sido as minhas prioridades nos últimos anos.

Lara Lannoo. I grew up in Bruges, Belgium. After passing by the Royal Conservatoire in Antwerp to study contemporary dance, I landed in Lisbon in 2010 for the PEPCC-program. I’ve always been active in collective political experiences and in 2012 I settle up in the ZAD in Notre-Dame-des-Landes (France) where a struggle against the construction of an airport had been going on for 40 years and where I met a community fighting with a rare intensity and ambition, opened up toward the world and constantly traversed by it. Milking cows, cultivating land, opening a library, organizing mass demonstrations and distributing food to other struggles have been among my priorities these last few years.